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1. Oclusão de artéria central da retina ou de seus ramos
Manifestada por uma súbita perda de visão, traduz na prática um infarto na retina. É causada por obstrução da artéria retiniana por êmbolo com conseqüente isquemia da área retiniana suprida pelo ramo arterial obstruído. O quadro é, na maioria das vezes, irreversível com medidas terapêuticas chamadas de "heróicas" na tentativa de minimizá-lo.
2. Queimadura ocular
Pode ter como agente causador o fogo, a eletricidade e as substâncias químicas (ácidos e bases). Dentre estes, costuma ter maior gravidade a queimadura por bases. A queimadura exige cuidados imediatos ANTES mesmo de procurar o especialista. Um dos cuidados de suma importância é lavar o local abundantemente com água ou soro fisiológico imediatamente após o acidente. Nenhuma outra substância deve ser utilizada para a limpeza dos olhos. Após a lavagem abundante, o oftalmologista deve ser procurado para instituir terapêutica que se fizer necessária (colírios antibióticos, anti inflamatórios, analgésicos, midriáticos).
3. Olho vermelho
Possui uma diversidade de causas, o que mostra o perigo de se auto-medicar uma "irritação ocular". A terapêutica inadequada pode mascarar ou até mesmo agravar a patologia causadora. Por isso, a visita ao oftalmologista torna-se imprescindível nesses casos.
Causas comuns de olho vermelho:
Inflamação da membrana transparente (conjuntiva) que recobre a esclera (branco do olho), tendo diversas causas como: tóxica, alérgica, viral, bacteriana. Assim sendo, há formas específicas para tratar cada tipo individual de conjuntivite.
A conjuntivite tóxica costuma ser causada pelo contato direto com o agente irritante que, na maioria das vezes, é a medicação de uso tópico (colírios). Seu tratamento envolve a suspensão do agente causador e a administração de medicamento para tratar suas conseqüências.
São diversas as formas da conjuntivite alérgica. Basicamente, acompanha vermelhidão dos olhos, intenso prurido, sensação de queimor, edema palpebral, secreção mucosa. Seu tratamento constitui no uso de anti alérgicos tópicos e/ou sistêmicos, estabilizadores de membrana e identificação do alérgeno para evitar contato.
A conjuntivite viral pode se manifestar por sensação de corpo estranho, ardor, prurido, hiperemia ou mesmo franca hemorragia conjuntival, lacrimejamento e dor ocular. Os medicamentos são usados para aliviar os sintomas, uma vez que não há tratamento eficaz contra o vírus.
A conjuntivite bacteriana costuma se manifestar pela sensação de corpo estranho? e secreção mucopurulenta que pode grudar os cílios. O tratamento envolve colírios antibióticos.
Este quadro pode ser facilmente confundido com conjuntivite pelo leigo, pois apresenta os mesmos sintomas que se manifestam de forma mais intensa (especialmente a dor e a fotofobia).
Sendo mais grave que a conjuntivite, a ceratite pode evoluir para úlcera de córnea se não for tratada adequadamente. Pode ser de origem tóxica, viral ou bacteriana destacando-se a herpética (viral) por evocar cuidados especiais.
A elevação súbita da pressão intra-ocular cursa com muita dor, cefaléia, visão turva, podendo aparecer ainda náusea e vômito. O glaucoma agudo é um quadro de extrema gravidade que necessita de cuidado especializado precoce no sentido da normalização da pressão intra-ocular que tem como finalidade evitar perda visual permanente.
Inflamação do tecido vascular do olho (úvea), é um quadro grave em que o atraso no diagnóstico e no tratamento pode resultar em dano grave à visão. Apresenta-se por turvação da visão, dor, fotofobia e lacrimejamento. Pode ter localização anterior (íris e/ou corpo ciliar), posterior (coróide) ou ambas (panuveíte). Seu tratamento consiste no controle
das alterações oculares (corticóide tópico e/ou sistêmico) e no tratamento específico
da patologia original quando existente (toxoplasmose, tuberculose, rubéola,
citomegalovírus), já que se trata freqüentemente da manifestação ocular de uma doença sistêmica.
São inflamações mais profundas que a conjuntivite, pois atingem respectivamente a episclera ou a esclera (branco do olho). Portanto, apresentam maior gravidade que a conjuntivite. Podem estar associadas às doenças do colágeno. O tratamento da episclerite se dá com corticóide milesimal de uso tópico e lubrificante. O tratamento da esclerite é com anti inflamatório sistêmico.
Na maioria das vezes, o paciente percebe o momento da queda do corpo estranho no olho e não consegue retirá-lo. Dependendo da localização (córnea, conjuntiva tarsal), a retirada do corpo estranho só poderá ser feita no consultório à lâmpada de fenda. Os corpos estranhos intra-oculares secundários à ferida, penetrante do globo ocular, podem requerer cirurgia (vitrectomia) para sua remoção. Os possíveis danos (abrasão da córnea, conjuntiva, infecção) serão tratados.
5. Trauma ocular
Deve ser avaliado por oftalmologista para que seja analisada a extensão do dano e o tratamento adequado em tempo hábil.
No trauma ocular contuso, podem ocorrer hemorragia subconjuntival simples, hifema (sangramento na câmara anterior), subluxação ou luxação de cristalino, catarata traumática, hemorragia vítrea, edema retiniano, formação de buraco macular, descolamento de retina e fratura em órbita.
No trauma ocular com laceração, diversas estruturas oculares podem estar comprometidas variando, assim, a sua gravidade. Pálpebras, conjuntiva, córnea, esclera devem ser cuidadosamente inspecionadas para reparo adequado e para restauração de função.
Quando existe laceração do globo ocular, é preciso ficar atento à possível presença de corpo estranho intra-ocular.
6. Hifema
A presença de sangue entre a córnea e o cristalino pode ocorrer espontaneamente ou após trauma, produzindo, dessa forma, baixa de visão. Deve ser avaliada por especialista para tratamento.
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